terça-feira, 12 de abril de 2011

RELAÇÃO ARTE-VIDA

Oi pessoal!
Sabem que o curso de Artes Visuais está me fazendo muito bem?
É como se em cada aula, minha cabeça fosse aberta pela metade; e um monte de coisas fosse colocada dentro dela. De repente, muitas coisas começaram a fazer sentido.
Há mais ou menos 6 anos atrás, eu fui com um grupo visitar a Bienal de Artes de SP. Estava muito animada, mas ao mesmo tempo eu tinha medo de achar tudo um saco.
No auge da nossa "ignorância artística", não conseguimos enxergar nada além de um monte de borrões e linhas tortas nas pinturas abstratas. Sem querer, a gente acaba dizendo: "Nossa, como é que conseguem chamar essa coisa feia de arte?".
Eu era assim. Era ignorante artisticamente. Achava que arte estava relacionada à beleza, a imitação perfeita, a harmonia. Não entendia que, por trás de um quadro abstrato, existe algo muito importante, chamado "poética". Mas enfim, voltemos à Bienal...
Graças a Deus, havia um monitor para acompanhar minha turma pela Bienal de Artes. Graças ao monitor, a nuvem da ignorância se dissolveu e todas aquelas obras fizeram "sentido" para mim. Hoje, estudando Artes, eu entendo exatamente a consistência daquele trabalho; e quais são as referências daquele profissional. Hoje eu sei que, a função do monitor é "clarear a visão artística das pessoas", através da crítica. Hoje eu entendo e admiro isso.
Essas coisas ninguém nasce sabendo. A gente aprende. E muitas vezes, ninguém nos oferece esse aprendizado: nós temos que buscá-lo. Vivemos num país onde infelizmente, é interessante para o Governo, que as pessoas sejam ignorantes. Quanto mais ignorante é um povo, menos crítico ele é. Mais passivo ele é. Aceita as "esmolas" que o Governo dá e acha que está sendo bem cuidado assim... Recebendo migalhas.
Temos que buscar o que é bom por conta própria. "Clarear" nossa visão o máximo que pudermos. Não é porque a mídia nos empurra um BBB (Big Bosta Brasil), que somos obrigados a assistí-lo. Se você, assim como eu, não suporta esses reallitys ridículos; vá ler um livro, passear com o cachorro, jogar Uno com a família.
Para tudo existe uma segunda opção. Eu optei por viver da Arte... Da mesma forma que ela vive dentro de mim.

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