terça-feira, 24 de maio de 2011

TEIA

Olá pessoal. Voltei.
Vocês sabem que, quando tomo chá de sumiço, estou envolvida em algum projeto.
Desta vez, não foi diferente.
Nos últimos dias 20, 21 e 22; aconteceu a TEIA Regional Oeste... E eu fiz parte da equipe de organização, representando o Instituto JUMP.
Matei dois dias de aula na faculdade, para poder acompanhar os preparativos da véspera. E eis que, na sexta-feira, foi dada a largada.
Não consegui despensa no trabalho. Dei um pulinho rápido na TEIA entre 8h e 10h da manhã, voltei para o escritório, e à noite, entreguei meu corpo e minha alma ao evento.
À noite, na abertura oficial, celebramos o início do que seria o maior circuito cultural já realizado em Embu.
A Praça do Rosário foi o palco das apresentações de Cabeções, danças indígenas, taiko e samba de bumbo.
Gente subindo nos bancos da praça, invadindo o canteiro... Tudo para contemplar esta mistura heterogênea e diversificada que presenteou a noite de todos ali presentes.
Dormi no alojamento. Sobre dois colchonetes, dividi o espaço com índios, jovens e adultos; vindos de diferentes regiões. Achei que não ia pregar os olhos, mas desmaiei e só acordei às 6h da manhã no dia seguinte.
Esqueci de levar chinelo e toalha. Tomei banho descalça (detalhe: 6h da manhã estava frio pacas!) e improvisei minha toalha com uma camiseta.
Passei de quarto em quarto acordando as pessoas. Até que 7:45h, saímos todos em direção ao café da manhã.
Um grupo de pessoas que nunca tinha se visto, mas que se uniu graças à cultura. Pensei nisso por várias vezes.
Acompanhei a brilhante oficina de software livre, de Pedro Jatobá (I-Teia / PE) na parte da manhã, corri para recepcionar alguns hóspedes no alojamento, e assisti à sessão de filmes com debates no período da tarde. Quase cochilei duarante a sessão, dando plenos sinais de cansaço. Mas segurei a onda e venci a luta com o sono.
No comecinho da noite, dei apoio no credenciamento e peguei o finalzinho da apresentação do grupo Vozes de Taubaté, no Teatro Popular Solano Trindade - que estava deslumbrante, diga-se de passagem.
Assisti belíssimas danças africanas, maracatus, sambas-de-bumbo; e às 22h e pouca, fui matar a saudade da minha cama e do meu cachorro. Dormi em casa.
No domingo, após um credenciamento conturbado; acompanhei a maravilhosa Fanfarra de Caieiras, que fez a Feira de Artes parar por alguns momentos e contemplar sua apresentação.
Depois, fui para o Teatro Popular Solano Trindade assistir a apresentação de taiko do JUMP, com direito a bis e à emoção da sra. Raquel Trindade.
Um breve descanso após o almoço, e começou a grande marcha da Folia dos Pontos, unindo a fanfarra, o samba-de-bumbo e o maracatu num cortejo com mais de 150 pessoas.
Como pode um grupo tão gigantesco andar e tocar harmoniosamente, sem fazer um ensaio sequer?
Simples, meus caros. Este é o incrível poder que a arte e a cultura exercem sobre nós.
Na volta do cortejo, assisti belas apresentações de Vítor Trindade, Zumaluma e Batucada Tamarindo; encerrando a noite e a TEIA com muito samba no pé.

Para mim, foi a maior experiência cultural que já tive na vida.
Dormir com pessoas diferentes, conhecer outras culturas, diferentes da minha, e colaborar na organização de um evento tão grande; me fez evoluir como artista, ser humano e profissional.
Queira Deus que a cultura do Brasil se fortaleça cada vez mais, para que todos tenham chance de alimentar a alma no cálice da arte.

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